Carregando tradução..
Carregando...
(14) 3204-6704
(14) 3010-2234
(14) 3011-1379
(14) 3011-9492
(14) 3021-2558

História de Bauru

Após 1850, na procura de novas terras para ocupação e colonização, pioneiros paulistas e mineiros começam a explorar a vasta região situada entre a Serra de Botucatu, o Rio Tietê, o Rio Paranapanema e Rio Paraná, até então habitado por grupos de índigenas Kaingang.

Em 1856 Felícissimo Antonio Pereira, provindo de Minas Gerais, adquire terras e estabelece próximo ao atual centro de Bauru a Fazenda das Flores. Anos depois, em 1884, essa fazenda (também chamada de Campos Novos de Bauru) teria parte de sua área desmembrada para a formação do arraial de São Sebastião do Bauru.

O distrito progride, mesmo sujeito a ataques dos nativos Kaingang e relativamente isolado do resto do Estado, e torna-se distrito de Agudos em 1888. A chegada de migrantes oriundos do leste paulista e de Minas Gerais leva à emancipação da cidade em 1 de agosto de 1896.

O novo município sobrevive do cultivo do café, mesmo tendo terras mais fracas e inférteis que o restante do estado. Em 1906 é escolhido como ponto de partida da ferrovia Noroeste do Brasil, ligando a cidade a Corumbá e à Bolívia.

Durante a primeira metade do século XX Bauru torna-se o principal pólo econômico da vasta região compreendida pelo Oeste Paulista, Norte do Paraná e Mato Grosso do Sul.

Bauru recebeu nas primeiras décadas do século XX levas de imigrantes de várias partes do mundo, com destaque para os italianos, espanhóis, portugueses e japoneses. O entroncamento rodo-ferroviário no qual se situa, fez atrair ainda imigrantes sírios, libaneses, alemães, franceses, chineses e judeus de diversas nacionalidades. Mais recentemente, passou a receber bolivianos, argentinos, chilenos, palestinos e norte-americanos, tornando-se uma das cidades mais cosmopolitas do Interior Paulista.

Este aspecto do cosmopolitismo bauruense é denotado ainda hoje pelas diversas instituições de origem imigrante existentes no município, entre elas a Associação Luso-Brasileira (AALB), o Clube Nipo-Brasileiro, a Associação Cultural Dante Alighieri, o antigo Cine Capri, a Associação Cultural Miguel de Cervantes, o Tenrikyo, o extinto Fuentes, a Festa das Nações e o próprio eixo urbanístico denominado Nações Unidas, integrado por avenidas, parque com lago e anfiteatro, várias praças etc.

Assinale-se, ainda, a presença das praças Portugal, Itália, Espanha, Alemanha, Líbano e Palestina, bem como a localização da Prefeitura Municipal na Praça das Cerejeiras, inaugurada na década de 1970 pelo então príncipe Hiroíto (que em 1988 foi coroado imperador do Japão), em homenagem à imigração japonesa para a região de Bauru.

Entre 1970 e o início do século XXI a decadência da ferrovia, aliada ao crescimento de municípios como Marília, Presidente Prudente e Araçatuba levam a uma redução do crescimento econômico do município. Porém, a existência de um forte setor de serviços, a presença de universidades e a localização privilegiada em um grande entroncamento rodo-ferroviário fazem com que Bauru ainda seja o principal pólo econômico do Oeste Paulista.

Em 11 de março de 1999, uma subestação de energia elétrica da CESP, localizada no município, iniciou o Blecaute de 11 de Março de 1999, o maior registrado no Brasil, que durou mais de cinco horas.

Origem do nome

Existem algumas hipóteses para explicar a origem do nome do município. Uma das mais aceitas foi proposta por Ismael Marinho Falcão, que viveu durante muitos anos com os índios Kaigang, que habitavam essa região.

De acordo com Ismael, a região era conhecida como ubauru, devido à abundância de uma erva denominada ubá, usada para confeccionar cestas, e uru, uma ave parente da galinha.

Outras hipóteses dizem que o nome teria vindo de mbai-yuru, que quer dizer "queda de água" ou "rio de grande inclinação", ou ybá-uru, que quer dizer "cesta de frutas", ou bauruz, que era como os índios que habitavam as margens do rio Batalha eram conhecidos.

Teodoro Sampaio dizia que Bauru é corrupção de "upaú-ru", ou "upaú-r-y, designando rio da lagoa. Do Tupi: de "Upá" ou "Upaú", lago, lagoa, água represada, e "U", o mesmo que "I", água corrente, rio, líquido, etc.

Segundo o historiador Correia das Neves, em seu livro "No velho Bauru", o "r" entrou por eufonia, considerando esse o nome que melhor traduz e exprime a o significado da palavra Bauru na língua tupi.

Esporte

O município é sede do Esporte Clube Noroeste, também conhecido como Norusca, uma das equipes mais tradicionais do futebol do interior paulista. Seu estádio é o Estádio Alfredo de Castilho, com capacidade para 18.840 espectadores. O clube foi, em 2009, rebaixado à Série A-2 do Campeonato Paulista de Futebol. Disputou em 2008 a Série C do Campeonato Brasileiro, ficando fora de competições nacionais este ano, e a Copa Federação Paulista de Futebol (Copa FPF). Os jogos são transmitidos ao vivo por duas rádios: Jovem Auriverde AM (760 kHz) e Bandeirantes AM (1160 kHz).

Foi na cidade que Pelé iniciou sua carreira, atuando nas categorias infanto-juvenil do Bauru Atlético Clube, ou BAC, antes de se transferir para o Santos. Atualmente o clube conta com uma sede de campo. A sede central do BAC foi demolida para ceder espaço a rede de supermercados Tauste, de Marília.

O automobilismo tem seu espaço garantido em Bauru com o kartódromo "Toca da Coruja", um dos melhores do país, que recebe competições de kart e motocicleta em nível regional, estadual e nacional. O acesso ao kartódromo é pela Rodovia Bauru-Jaú (SP-225), na altura do trevo da Unesp.

No aeroclube de Bauru encontra-se o maior centro de vôo a vela do Brasil, com o maior número e variedade de planadores do país. Nesse esporte, Bauru ocupa atualmente a liderança do ranking nacional. O atual campeão nacional da modalidade é o bauruense Henrique Navarro.

Outro esporte que deu alegrias ao povo de Bauru foi o basquete. A extinta equipe Tilibra/Copimax conquistou os títulos do Campeonato Paulista de Basquete Masculino de 1999 e do Campeonato Brasileiro de Basquete Masculino de 2002, além do vice no Campeonato Sul-Americano de Basquete Masculino em 1999. Os jogos eram realizados no ginásio Panela de Pressão, que se localiza nas dependências do Noroeste.

No ano de 2003, a Tilibra resolveu não patrocinar mais a equipe, que mudou de nome para Bauru Basquete. A equipe não apresentou boas campanhas, os patrocínios não vieram e o time fechou suas portas. Em 2007, uma empresa multinacional de alimentos, a GRSA, em parceria com outros grupos, iniciou conversas com o ex-técnico do clube bauruense, Guerrinha, e um novo time pode ser montado para 2008, visando disputar o Torneio Novo Milênio e o Paulista, no segundo semestre, desde que empresas de Bauru também participem do projeto, que vai desenvolver desde as bases do esporte, em parceria com clubes da cidade e nos bairros até a equipe principal.

Economia

A relativa infertilidade de suas terras, e a facilidade de transporte provocada pelo entroncamento rodo-ferroviário existente no município levaram ao setor de serviços e comércio a ser a principal atividade econômica do município.

A agricultura é incipiente, baseando-se no cultivo do abacaxi e frutas tropicais. A pecuária sempre esteve presente no município e a cana-de-açúcar ganhou espaço nos últimos anos, com a instalação de diversas usinas no interior paulista.

O setor industrial é representado por indústrias de transformação, metal-mecânica e alimentícias. Nos setores gráfico e alimentício, Bauru possui empresas líderes nacionais de seus setores, com grande volume de exportações e comércio interno.

Bauru é principal centro econômico e maior município do Oeste Paulista.

Bauru também é conhecida por um sanduíche, que leva o mesmo nome, Bauru, criado por Casimiro Pinto Neto em uma um bar de São Paulo, Ponto Chic, em 1934, quando era aluno da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, e mais tarde impulsionado pelo "Zé do Esquinão". A receita, apesar de mudar muito em outras regiões do estado, tem de base: pão francês, rosbife, fatias de tomate, picles e queijo derretido.

Educação

É um município com grande atividade universitária. Além de campus da Universidade de São Paulo (onde funciona a Faculdade de Odontologia de Bauru, considerada a melhor faculdade de Odontologia do Brasil e a terceira melhor do mundo) e da Universidade Estadual Paulista - Unesp, que possui na cidade seu maior campus, em número de cursos e alunos (19 cursos e mais de 6 mil estudantes) e 4 faculdades: Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (FAAC); Faculdade de Engenharia de Bauru (FEB) e Faculdade de Ciências (FC), e mais recentemente a Faculdade de Tecnologia de Bauru (FATEC). Funciona em Bauru também a Universidade do Sagrado Coração - USC, a Instituição Toledo de Ensino (ITE), a Universidade Paulista (UNIP), Instituto de Ensino Superior de Bauru (IESB), as Faculdades Integradas de Bauru (FIB) e a Faculdade Fênix/Anhanguera Educacional.

No município há também grande número de cursos técnicos. As principais escolas são o Colégio Técnico Industrial (CTI), da Unesp, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI),o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), o Colégio Liceu Noroeste e, desde 2006, a ETEC Rodrigues de Abreu (administrada pelo Centro Paula Souza e governo do estado), que ministra os cursos técnicos de Administração, Enfermagem, Logística, Informática e Segurança do Trabalho.